GAIA - Porto

Grupo de Acção e Intervenção Ambiental

domingo, fevereiro 27, 2005

dar a vida por um sonho e sonhar pela vida fora ...

Não sei bem como descrever o que sinto ao ler notícias como esta ...
é quase como abstracto ao ler uma notícia apreender a densidade emocional, pessoal,
humana dos factos para que remetem ... tentámos, de alguma forma, tocar este mundo
com a sensibilidade que nos agita ...
e, ao mesmo tempo, neste mesmo mundo que nos nutre de vida,
de matéria, de emoções, num outro lado do mundo, mesmo ali ao cruzar do Atlântico,
há companheiros sendo mortos pelos mesmos motivos que nos faz estar juntos ...
perder-se uma vida por idealizar um mundo diferente ...
e no meio de tudo isso estámos nós, tão distantes e tão perto ,
(pelas caudas que nos unem) ...
mais perto ou mais longe?

[The price to be an environmetalist in nowadays world ... ]

Date: Fri, 25 Feb 2005 09:56:13 +0000
From: Irina Maia

*Environmentalist who tried to stop poaching killed in Brazil*
/2/24/05

RIO DE JANEIRO, Brazil (AP) _ An environmentalist who tried to stop
poaching at an important nature reserve near Rio was ambushed and shot
to death, officials said Wednesday.

Dionisio Julio Ribeiro, 58, was killed with a shotgun blast to the head
late Tuesday about 200 meters (200 yards) from the entrance to the
Tingua nature reserve on the outskirts of Rio de Janeiro, police said.

Ribeiro's slaying comes just over a week after the killing of Dorothy
Stang, an American missionary who tried to protect the rainforest and
peasants from loggers and ranchers vying for the area's rich natural
resources.

``The crimes against environmentalists are very serious, and they keep
happening. They need a rapid response from the police and justice. There
is no longer a place in our society for hunters, or heart-of-palm
poachers,'' Edson Bedin de Azevedo, director of Brazil's IBAMA
environmental protection agency in Rio de Janeiro, told the O Globo news
agency.

Azevedo requested the aid of federal police to investigate Ribeiro's
slaying.

Cintia da Silva, who worked with Ribeiro at the Nature Defense Group,
said Ribeiro had received death threats in recent years for his work to
prevent hunting and the illegal felling of palm trees on the
26,000-hectare (64,460 acres) Atlantic forest reserve.

``He never walked alone at night because of the threats, but he was out
last night because he was returning from a community meeting, and that's
when they shot him,'' said Silva, who blamed hunters and palm poachers.

Hearts of palm are considered a delicacy here, and poachers often cut
down palm trees to remove the tender white center of the trunk,
contributing to deforestation and threatening certain tree species.

Hunting is almost completely illegal in Brazil, as is cutting down trees
on nature reserves. But the government's environmental protection agency
is poorly funded and often lacks agents to patrol the vast areas of
wilderness under their control.

Ribeiro, a retiree who had worked at Rio's Botanical Gardens, received
no money for his work at the reserve, which protects the source of the
water supply for some 4 million people around Rio.

Planet Ark



quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Escombros

Crescer em Matosinhos implicou sempre ver as grandes memórias do seu passado industrial serem devoradas pela fúria imobiliária. Para além do passado industrial, também o passado pescatório, o passado rural, o passado ... em nome de um suposto progresso betonizado.
Ontem passei pela antiga, não tenho bem precisão do nome ... Oliveira e Ferreirinha creio ... uma das maiores fábricas da cidade, mesmo em frente ao Parque da Cidade, em breve serão, provavelmente, mais umas torres, condomínios fechados para ricos ... e entretanto o povo vive na inebriante ilusão de progresso ... como progresso? se tão pouco nos lembrámos do que fomos, somos e ... pior que tudo, parece que perdemos a capacidade e criatividade para sonhar o que gostaríamos de ser ...
Eu não quero ser um condomínio fechado ou repirar por todos os poros a cultura do novo riquismo que se apregoa nesta nova Babilónia estéril ...
Entre o cimento o amor espreita, sonhando respirar, de baixo do alcatrão a praia!!!
As buldozers colocam por terra os últimos muros da OLF ... que raízes terei para meus filhos compreenderem quem são?
Paz e amor na terra.

pedro jp

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

jogos sem fronteiras / bicicletada sem idades

hoje falava com uma pessoa sobre a bicicletada, apesar de ja lhe ter falado antes.
disse-me que qualquer dia vai comprar uma bicicleta e começar a treinar por aqui, talvez um dia pudesse ir á bicicletada, não fossem as obrigações familiares.
É que há uns anos fazia diariamente um percurso de cerca de 10 km de bicicleta, para ir a um centro de saúde.
há uns 30 ou 35 anos...

esta pessoa é a minha mãe, que diz ter a certeza que ainda sabe andar de bicicleta. Ao contrário da filha, que consegui o que se diz impossivel , "desaprender" a andar de bicicleta.

As duas mortes ...

http:\\pt.indymedia.org

As duas mortes ...

A menos de 24 horas de intervalo, há alguns dias, deram-se duas mortes de religiosas.
Em Portugal, da vidente de Fátima, irmã Lúcia; no Brasil, a irmã Dorothy, assassinada por pistoleiros.
O que têm de comum estas duas mortes?
Muito pouco, na verdade: apenas a circunstância de serem ambas freiras.
A irmã Lúcia de 97 anos, foi mantida toda a vida numa reclusão total, num convento carmelita, supostamente por ser alguém possuídora de "segredos", visto que era a única sobrevivente dos três pastorinhos que -dizem- viram uma imagem de Nossa Senhora em cima de uma árvore.
A irmã Dorothy, cidadã brasileira por adopção, colocou-se desde há muitos anos ao lado dos pobres, fazendo a sua pastoral junto dos sem-terra. Por tê-los apoiado decididamente já tinha sido repetidas vez ameaçada de morte. O governo do Estado do Ceará não ligou nada e não proporcionou a protecção, que esta incómoda freira de 74 anos merecia. É conivente do crime encomendado pelos senhores do latifúndio...
No Brasil há proprietários cujas terras cobrem áreas maiores que países europeus!

O funeral de irmã Lúcia mais parecia um desfile de vaidades, com os políticos em campanha eleitoral, do "centro" e da "direita", a chorarem "lágrimas de crocodilo", para mostrarem que eram muito "devotos"; o Estado português, oficialmente laico, decretou um dia de luto!

A irmã Dorothy foi acompanhada até à sua última morada por lutadores, gente simples, gente que ela amou e por quem deu a vida... gente do povo!

Nem na vida nem na morte há igualdade...

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Justiça de Estrasburgo condena governo britânico

Justiça de Estrasburgo condena governo britânico

O Tribunal Europeu dos Direiros do Homem condenou o governo britânico a pagar
uma indemnização de 35 mil euros a dois activistas anti-Macdonalds e a
realizar um novo julgamento. O colectivo de juizes em Estrasburgo considerou
que Helen Steel e David Morris não tiveram o devido apoio jurídico durante o
julgamento na Inglaterra contra o gigante americano.

Helen e David defenderam-se eles próprios ao longo de três anos de julgamento,
o mais longo da história de Inglaterra. No final, em 97, foram considerados
culpados de difamação e condenados a pagar mais de 160 mil euros à
McDonalds.

Antes de conhecer a decidão de Estrasburgo, Davis Morris dizia que "foi um
longo e difícil processo", pois tiveram de encontrar todos os fundamentos
jurídicos para se defenderem. "Pelo menos este é o fim de uma maratona",
declarou.

O governo britânico tem três meses para apresentar recurso.

O caso remonta à década de oitenta. Helen e David distribuiram panfletos que
acusavam rede de fast-food, entre outros, de crueldade para com os animais e de
exploração das crianças através da publicidade.


fonte:
http://www.euronews.net/create_html.php?page=detail_info&lng=6&option=3,info


de salientar que este caso é o mais longo processo em tribunal na história do
sistema judicial inglês.

http://www.mclibel.com/

De um país tropical ...

Oi,
Por aqui, idem, idem. Pelo visto, agora eh que o Brasil comecarah a trabalhar, pois ateh agora foi soh carnaval. Eh uma festa!!!!!!
Eu fico meio bestificada quando vejo tanta alegria em meio a tanta desgraca e tanta pobreza. Um dia desses eu li alguma coisa que dizia mais ou menos assim: "informacao: caminho para a depressao". heheheheh E eh!!!!!!!!!
O que tem de desemprego, de miseria por aqui eh algo assustador.
O carnaval, ou um belo FLA x FLU (football Flamengo X Fluminense) sao excelentes no uso contra a "massa" que pouco pensa e que, infelizmente, eh a maioria.
Daqui 9 meses milhares de criancas estarao nascendo, gracas aa farra do carnaval e da Igreja que fez questao de interferir na distribuicao de camisinhas que seria feita pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Nascerao e terao uma media de vida de 18 a 20 anos, pois serao mortos pela policia ou pelo proprio trafico de drogas que impera na cidade.
Pelo visto, eh assim mesmo que ELES querem que seja. E vai ser!
Hoje eu nao estou bem. Estou muito RESMUNGATIVA. hehehehehe
Assisti a um documentario no Discovery Channel sobre os 46 anos da revolucao Cubana. Tudo ia muito bem ateh o momento que senti o quanto o documentario era TENDENCIOSO.
Alias, segue um artigo do Laerte Braga, em anexo, sobre o assunto. Ele tambem escreve no site do "rebelion.org".
Tem muita coisa boa do Noam Chomsky por lah.
Aproveita e dah uma lida no artigo do Dahr Jamail, intitulado HISTORIA DE FALUJA. Um absurdo!
http://www.rebelion.org/noticia.php?id=11246
Bem, se formos comentar tudo que nos desagrada, pelo visto, uma vida serah pouco. Teremos que nascer de novo. ;-(
Eh muita podridao. Mas... com o dinheiro na mao dos americanos e a midia/industria cinematografica na mao dos judeus, NADA VAI MUDAR, neh?
Pois eh!!!!!!!!!!! Quantas vezes por ano VAI AO AR filmes como: O diario de Anne Frank / A escolha de Sofia / A Lista de Schindler / O pianista / A vida eh bela????
Hollywood que o diga, nao? heheheheh.
Desculpa pelos desabafos.
beijos
cema

Uma cena do fundo do baú ;O) é histórico!!!

Na secção > Concelho do Porto > Entrevista

População passa ao lado dos problemas de ambiente por falta de informação
"Interesses económicos ditam políticas ambientais"

O projecto do novo pólo universitário da Universidade do Porto, a construir
na Asprela, levanta as maiores reservas aos ambientalistas, devido à alegada
destruição do património natural. Pedro Pereira, membro do GAIA (Grupo de
Acção e Intervenção Ambiental), acusa os interesses económicos de comandarem
as acções políticas. As medidas autárquicas para o Ambiente devem sofrer uma
rotura com o passado, de modo a preservar o que ainda existe, nas palavras
do activista.

Eulália Pereira


Que problemas encontra o GAIA no projecto do novo pólo universitário da
Asprela?

Este projecto levanta reservas no que respeita aos parques de estacionamento
que vão ser construídos e colide com uma política integrada de transportes
públicos. O incentivo ao uso de transporte individual não é a melhor
alternativa. Vai funcionar como um tampão ao uso de transportes colectivos.
Em simultâneo, a construção de vias vai afectar os espaços verdes. Mas as
implicações são mais complexas. Levantam-se problemas ambientais quando há
uma grande área de intervenção.


Uma das críticas dos ambientalistas é a falta de discussão pública que o
assunto mereceu. Porquê?

Esse é um dos aspectos que criticamos. No momento em que o projecto foi
publicado, esta associação ainda não estava criada. No entanto, as
publicações destes projectos passam sempre um pouco despercebidas na opinião
pública. Mais importante do que a nossa opinião é a das pessoas que residem
naquela área, que também não foram consultadas. As decisões são tomadas sem
que haja uma margem de discussão.

O GAIA vê-se com a missão de alertar a população para o que, em vosso
entender, pode acontecer naquele local?

Não só de alertar para o que se vai passar, mas também para o impacto na
qualidade de vida das pessoas, do qual elas nem se chegam a aperceber.


Esperava uma reacção tão pronta da Universidade do Porto às críticas que
apresentaram?

As respostas que houve acabam por ser secundárias, porque o nosso objectivo
passa, sobretudo, por suscitar a discussão pública. Mas o sucesso da nossa
acção só pode ser avaliado a longo prazo.


O arquitecto que concebeu o projecto afirma que vai haver uma grande área
verde, com mais de mil árvores plantadas. Não é o suficiente?

A questão é que a área intervencionada é muito grande, além de que se opta
sempre pela perspectiva economicista de constituir espaços verdes que sejam
aproveitados para actividades humanas. Plantar árvores jovens é sempre a
solução apresentada. O entubamento do curso de água é importante, porque é
um habitat. Entubá-lo destrói toda a sua dinâmica.

Em termos de cidade, o Porto cuida bem do ambiente?

Tem-se assistido a uma acelerada degradação dos valores naturais que
existem. Há um défice de políticas orientadas para as questões do
desenvolvimento sustentado, capaz de levar à criação de uma boa qualidade de
vida. Os espaços rurais que ainda existem no Porto têm sido invadidos pela
edificação. Não há políticas que coloquem um fim aos processos de
urbanização.


As autoridades empenham-se nas questões do ambiente?

O que se passa é que, em vez de se implantar políticas que rompam com o que
o que tem sido feito até agora, continua-se no mesmo sentido. Isso
repercute-se na qualidade de vida das pessoas, porque qualquer que seja a
intervenção no ambiente vai ter reflexos.


Os portugueses estão sensibilizados para os problemas ambientais?

Há grandes carências em termos de sensibilização da população. Em termos
políticos, há uma tendência para prosseguir políticas mais populistas, com
projectos megalómanos. A questão é que há muitos interesses económicos aos
quais não interessa que se faça a educação dos cidadãos. Muitas das pessoas
que estão na política estão associadas a esses interesses. Objectivamente,
não há um grande interesse no esclarecimento da população.


Os cidadãos desresponsabilizam-se por falta de conhecimento?

Sobretudo são desresponsabilizados, porque a única oportunidade de
participação na vida democrática que têm é nos momentos eleitorais. Também
há uma tendência de acomodação por parte das pessoas. No caso concreto da
Asprela, os pequenos agricultores que vão ser afectados pela construção do
pólo universitário não têm voz. O GAIA tenta consciencializar as pessoas
para reivindicarem o que não está correcto...


As políticas ambientais da cidade do Porto merecem-lhe algum comentário?

As políticas que existem estão baseadas em critérios de crescimento
económico. Regra geral, salvo raras excepções, os interesses ambientais
continuam a ser descurados em detrimento de outras prioridades.
Relativamente a este executivo camarário, damos-lhe o benefício da dúvida
pelo tempo reduzido que tem de mandato. De uma forma geral, prossegue com as
políticas anteriores. Há uma ruptura que merece ser referida, em termos de
preservação de alguns espaços e de contenção na volumetria dos edifícios. No
entanto, há que fazer um corte significativo.



----------------------------------------------------------------------------
----


Meta
Agir para mudar

O GAIA é um grupo de defesa do ambiente nascido em 1996, com o objectivo de
fazer frente ao que os membros consideram ser uma grave crise ecológica
provocada pelas actividades humanas. A missão do grupo é criar alternativas
aos modelos que conduzem à degradação ambiental. A acção é a forma de
procurar a ecotopia, com base no ecocentrismo e na justiça social. As
questões ambientais são vistas numa perspectiva holística da sociedade,
indissociáveis das vertentes política, económica e social. O GAIA pretende
trabalhar de maneira criativa, assente na cooperação e não-violência. Com
sede na Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa,
o grupo abriu um núcleo no Porto.

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

sinalização alternativa



indirectamente de Barcelona, a cidade em que todos os bairros têm um Banco de Tempo, apoiados pela Câmara.
ao fundo das Ramblas, na rotunda :)

terça-feira, fevereiro 08, 2005

Gaia - Porto (Apresentação)



É muito complicado dizer de uma forma muito sucinta o que é oGAIA. Basicamente, entre as outras associações, o que nos difere são alguns pontos base:

Uma perspectiva Biocêntrica do ecologismo (aliás, como o próprio princípio de GAIA enuncia, no qual somos um elo numa cadeia complexa de interacções de um ecossistema).
Por isso o nosso respeito em relação aos animais - sem excluirmos quem não o é ou perspectivas diferentes, bem pelo contrário, somos apologistas do vegetarianismo - e crítica ao antropocentrismo (que considera que o Homem tem o direito -"natural" - de usar e até abusar da natureza em função da sua vontade), que nos parece sofrer de profundas limitações e que será, eventualmente, uma das principais causas da degradada situação ambiental em que vivemos actualmente, nomeadamente no que diz respeito a padrões de depradação da espécie humana sobre as outras espécies e sobre o seu próprio ecossistema.

Somos um grupo de bases (não nos importa a formação, sexo, cor, estrato social ou capacidades dos nossos membros ou simpatizantes, só as motivações) porque achamos que o ecologismo não deve ser remetido para um processo de meras discussões técnicas (que é a ideia que vai prevalecendo). Elas são importantes, e são necessárias pessoas qualificadas para tal, mas ainda mais importante é percebermos-nos como parte de um habitat e de dinâmicas naturais que vale a pena aprender a compreender para nosso próprio benefício também.
O cidadão comum, eu, tu, nós, podemos (devemos talvez) pronunciarmo-nos e assumir as decisões referentes à forma como nos inserimos no nosso meio ambiente, natural e social.Nesse sentido temos também uma estrutura não hierárquica, onde todos partilham e assumem as responsabilidades que quiserem (ou não), sempre numa situação de trabalho de grupo funcionando por consenso e de forma auto-organizada.

Em geral, temos uma posição crítica (construtiva) em relação aos modelos de pensamento vigentes e muito em concreto em relação ao modelo ideológico hegemónico a nível global:
o neoliberalismo (daí surge a questão da globalização sem que geralmente se tenha uma noção muito clara do que consiste e suas implicações), porque mais do que resolver problemas pontuais, sem na verdade os resolver, consideramos que a raiz da generalidade dos problemas humanos, ambientais e sociais encontra-se no próprio paradigma ideológico - de pendor sobretudo financeiro - da sociedade global actual, onde o lucro é estabelecido como o princípio e propósito primordial de todas as actividades (des)humanas. Da mesma forma, considerámos que as soluções devem ser encontradas numa base local e sobretudo, no essencial, com base nos recursos(humanos, naturais, culturais, etc.) locais, entre outros aspectos. Daí a nossa incidência sobre as questões numa base ecológica social, que nos parece essencial para compreender e de facto abordar as questões em toda a sua e verdadeira dimensão, compreendendo as diversas relações de causa-efeito implicadas.

Na realidade o GAIA, e o GAIA - Porto em particular, é um projecto biocêntrico (mesmo socialmente) em construção, e mais do que contornos estáticos acreditámos em dinâmicas éticas coerentes, dinâmicas e que pretendem ser (R)evolucionárias, no sentido de trazer visões e possibilidades alternativas à sociedade em que nos inserimos e que se encontra, neste momento, a (re)produzir modelos e sistemas que apenas contribuem para a sua própria degradação e iminente destruição.