quarta-feira, setembro 28, 2005
quarta-feira, setembro 21, 2005
terça-feira, setembro 13, 2005
"Encontro Vida Verde 2005"

O "Encontro Vida Verde 2005" nasceu de um sonho de cerca de oito pessoas - contando com uma coordenação de 15 - durante cerca de dois meses de trabalho de campo, em que algumas dezenas de voluntários deram forma às infraestruturas do mesmo.
Mais de 170 pessoas, num clima de grande colaboração e entre-ajuda, solidariedade e alegria, partilharam experiências e saberes, de acordo com os princípios e programa pré-definido, numa Eco-quinta em recuperação pertencente à Associação Arco-Íris, na Freguesia de São Salvador, concelho de Odemira (a 5 kms de Odemira). Nesta Eco-quinta está a desenvolver-se uma Eco-Aldeia, com base nos princípios da Permacultura, procurando aliar as técnicas tradicionais de subsistência local com modernas abordagens tecnológicas.
Estiveram presentes elementos da eco-aldeia solar , de Tamera visitada no final do Encontro. A Associação Terra Amada divulgou a prática, pioneira em Portugal, da recuperação de solos através da permacultura e apresentou o projecto, em embrião, de construção de uma barragem num afluente do rio Beliche e uma eco-aldeia, a partir de uma em vias de extinção, na Barragem do Beliche, Vila Real de S.António.
Fotos
Mais sobre Eco-aldeias
http://pt.indymedia.org/
domingo, setembro 11, 2005
Encontro Vida Verde 2005

26 a
Relatório:
O Encontro Vida Verde teve como objectivo, entre outros, proporcionar oportunidades de aprendizagem e ensinamento para que se espalhe o "bicho ecológico prático". Como fim, pretendeu-se que todos os participantes se pudessem conhecer e unir para criarem Eco-Aldeias ou Eco-Cidades, sabendo fazer bem para recuperar a Natureza e a dignidade Humana.
O Encontro Vida Verde realizou-se numa Eco-quinta em recuperação pertencente à Associação Arco-Íris, em Portas do Transval, Freguesia de São Salvador, concelho de Odemira (a 5 kms de Odemira).
Nesta Eco-quinta está a desenvolver-se uma Eco-Aldeia, com base nos princípios da Permacultura, procurando aliar as técnicas tradicionais de subsistência local com modernas abordagens tecnológicas.
Durante o encontro decorreram diversas actividades e oficinas, nomeadamente:
Oficinas
- Fornos Solares
- Fornos em Terra
- Permacultura
- Bio-construção
- Cozinha Vegetariana
- Educação Alternativa
- Tai-Chi
- Ioga
- Eco-engenhos
- Agricultura Biológica
- Fabrico de Pão
- Olaria
- Fiação
- Cestaria
- Land Art
- Palestras (Movimento de Eco-Aldeias)
- PROUT
- Bancos de Sementes
- Percussão
- entre muitos outros...
Outras actividades complementares:
Actividades para Crianças; Passeios pelo campo; Jogos Cooperativos; Feira/Mercado Trocal; Projecções; Animação Nocturna; Danças de Grupo;
É muito complicado enunciar alguma actividade em particular dado que não era obviamente possível acompanhar todas as actividades a decorrer, e praticamente todas elas se revestiam de inúmeros aspectos de interesse. No entanto, para além do elevado interesse de cada actividade em particular, é de salientar todas as dinâmicas criadas, nomeadamente o sentimento generalizado de fraternidade que de alguma forma predominava. Foi obviamente um encontro muito localizado em termos temporais, o que é muito diferente de uma experiência de vivência em comunidade permanente, mas ainda assim é muito encorajador ver, de alguma forma, despontar as raízes daquilo que poderá ser a criação de mais projectos e iniciativas de Eco-Aldeias e Eco-Projectos em Portugal, que carece obviamente deste tipo de iniciativas. Para além desse facto, os escassos projectos inovadores são normalmente desenvolvidos por dinamizadores estrangeiros, de tal forma é o atraso português ao nível da criação de conceitos e estilos de vida verdadeiramente sustentáveis. Um facto que uma iniciativa excelente como este Encontro, entre outras, pretende de alguma forma inverter, sendo para isso inicial a divulgação de conhecimentos e práticas como as difundidas no Encontro.
É possível ver algumas imagens (que em larga medida falam mais do que mil palavras) em:
http://portugal.ecovillage.org/fotos_vv2005.htm
Um link que conduz a um excelente site português sobre Eco-Aldeias
terça-feira, setembro 06, 2005
VEGETARIANA 2005, de 7 a 11 de SETEMBRO

VEGETARIANA 2005
de 7 a 11 de SETEMBRO
Pela TERRA do Presente ao Futuro!!! Sê Tu Próprio!!! Atreve-te a Sonhar!!!
A Vegetariana oferece ao visitante novas áreas de conhecimento e práticas no âmbito da Saúde e Bem-Estar, Ecologia e Ambiente, Cultura e Entretenimento, entre outras:Produtos Naturais, Agricultura Biológica, Eco- arquitectura e Eco-Construção, Energias Renováveis, Restaurantes Vegetarianos, Editores - Livros e Discos, Mais de 80 Palestras - Cursos - Actividades - Demonstrações de culinária vegetariana, Música ao Vivo todos os dias.
http://www.vegetariana-pt.com/
"A força da simplicidade é enorme"
"A força da simplicidade é enorme"
Alicia Zárate
entrevista em:
http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=63939&cidade=1
“A água, indispensável à vida, converteu-se rapidamente nos últimos anos em um grande negócio, principalmente das grandes multinacionais. E está desaparecendo. A escassez da água em escala mundial representa uma das maiores ameaças ecológicas, económicas e política do século 21. E é essa trama capitalista que a artista plástica da Argentina, Alicia Zárate, vem denunciando nos últimos cinco anos, com o projecto “Água, Ouro Azul”. Recentemente ela esteve na Europa divulgando esse trabalho, e na volta concedeu à ANA a entrevista seguir, onde ela fala de água, ecologia, anarquia, corpo, simplicidade...
ANA > Já que estamos falando em simplicidade, nessas suas andanças pela Europa, percebeu maior brutalidade desses povos brancos, instruídos e ditos civilizados? Seria absurdo um anarquista gritar "libertemo-nos dos povos civilizados da Europa!"? (risos)
Alicia < Me chamou a atenção e me comoveu a desconexão com a Natureza, os mau tratos. Arvores mutiladas - me pergunto de onde vêm esse costume de podar árvores? Móveis de madeiras maciça no lixo! Essa madeira provem de uma árvore que levou seu tempo e esforço para crescer, consumiu água etc. Centenas de imagens de destruição vêem a minha mente. O aumento do consumo de alimentos industrializados; o desperdício com embalagens - packaging lhe dizem - e de matéria prima: couro, madeira, alimentos em quantidades enormes; o aplainamento de montanhas para construir estradas, a retirada das pedras e mármores para satisfazer o ego de quem paga; a manipulação da Natureza e do corpo humano. A discriminação, os controles, tudo vídeo-vigiado, é alucinante; por momentos me parecia estar vivendo "1984" de Orwell, ou o filme "Brazil", de Terry Gilliam. A história européia é uma sucessão de guerras, o nível e qualidade de brutalidade é diferente do que sofremos nesta região do mundo. Não é a cor da pele, nem uma região do mundo, senão o pensamento, Moésio. Eu gritaria "libertemo-nos do antropocentrismo!", "Sejamos índios brancos!", "Recuperemos a poesia!" Afinemos nosso corpo como órgão de percepção. Poesia entendida como momento de sinceridade, de ingenuidade, que nos permite ser .
Quando abri a janela
Eu vi um passarinho
Cantando na chuva.
Mesmo com chuva
O passarinho cantava.
Que dia feliz.
> uma criança <
http://pt.indymedia.org/ler.php?numero=63939&cidade=1
Agência de Notícias Anarquistas- ANA


