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Grupo de Acção e Intervenção Ambiental

quinta-feira, dezembro 15, 2005

THE TAKE

1 Comentários:

At 2:55 da manhã, Blogger utupiar said...

Pela extinção da ronda de Doha
DesinFESTAr a OMC
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Entre 13 e 18 de Dezembro decorre em Hong Kong a 6ª Cimeira Interministerial
da Organização Mundial do Comércio. Esta cimeira trará mais uma vez na agenda
os seus propósitos neoliberalizadores, que têm vindo a degradar a vida de
comunidades humanas e contribuir para a destruição ambiental do planeta. Os
principais temas na mesa prendem-se com a eliminação das barreiras às
exportações e importações agrícolas, a criação e liberalização de mercados não
agrícolas (NAMA) e a liberalização de outros serviços como a educação.

O GAIA e a ATTAC defendem a extinção da ronda de Doha e da progressiva
expansão dos instrumentos neoliberais como geradores de uma crescente dívida
ecológica e degradação dos sistemas sociais dos países do Sul. Para Gualter
Barbas Baptista, coordenador da Campanha da Dívida Ecológica do GAIA, "o ideal
é que não se alcance qualquer acordo em Hong Kong, pois os propósitos
neoliberais defendidos pela OMC e acentuados pela Ronda de Doha apenas servem
os interesses das elites no Norte e no Sul, sendo prejudiciais para os
camponeses, para as comunidades indígenas e para os países menos poderosos em
geral".

Embora a abertura dos mercados agrícolas, com a eliminação de incentivos e
barreiras seja defendida como forma de promover o desenvolvimento dos países
do Sul, este modelo "favorece um modelo agro-exportador que provoca a
deslocação das populações mais desfavorecidas e contribui para a expansão da
fronteira agrícola, que é um dos principais percussores da destruição das
florestas tropicais", afirma Gualter Barbas Baptista.

Por outro lado, o NAMA permite que todos os recursos naturais - desde as
pescas até às florestas - possam ser mercantilizados e liberalizados,
colocando ainda em risco medidas desenhadas pelos estados para proteger os
cidadãos ou o ambiente. Segundo o coordenador da Campanha da Dívida Ecológica,
"se o NAMA avançar, será ainda mais difícil para qualquer país proibir a
importação de um produto que apresente um risco para a saúde humana ou para o
ambiente". Para a ATTAC, "a OMC representa a articulação dos meios
empresariais e das elites corporativas que trabalham pela mercantilização de
cada vez mais áreas da vida das pessoas, e o derrube à escala global dos
serviços sociais como nós os conhecemos".

Para marcar esta posição, o GAIA, a ATTAC e a 1001 Danças organizam no dia 17
de Dezembro a "OMC: desin-FESTA-te", uma festa que conta com a presença de
diversos colectivos e associações. A partir das 18h, terão lugar debates,
concertos, danças, projecções de filmes e outras actividades, com o objectivo
de chamar a atenção para as problemáticas em discussão no âmbito da OMC.

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